O efeito de um planeta retrógrado é quase sempre o de trazer à tona coisas que já passaram, mas que precisam ser revisadas.
No caso de Mercúrio, que rege a comunicação, o pensamento, a palavra escrita e falada, são estes os assuntos mais afetados quando Hermes começa a “andar para trás”. Na verdade, este movimento é apenas imaginário, um fenômeno astronômico um pouco difícil de explicar.
Vamos imaginar o detentor da palavra com asas nos pés e sem noção. O que poderia acontecer com um ser desses à solta? Muitos enganos e estragos. Entre eles: contratos assinados e não cumpridos, compras e vendas mal sucedidas, palavras ditas no calor do momento, que nenhum pedido de desculpa pode apagar, ou fofoca, bochicho, confusão.
Mas também pode ser o oposto, um acúmulo de energia que impulsiona à ação.
A professora Ana Maria da Costa Ribeiro explica sobre Mercúrio retrógrado, em Conhecimento da astrologia, Ed. Hipocampo:
“Planetas retrógrados agem com a mesma situação crítica dos aspectos críticos e portanto, dão energia e ambição para realizar alguma coisa. Mercúrio retrógrado: aspectos desafiadores: maneira de comunicar impraticável, nervosismo ou exige perfeição demasiada. Redundância.”
O planeta retrógrado pode trazer situações desconfortáveis, mas estas situações foram plantadas por nós, em algum momento passado e só estão REtornando para serem REsolvidas.
Como costuma dizer a querida mestra PremTirtha: “Você pode não se lembrar, mas foi VOCÊ quem mandou o convite para tudo o que lhe acontece.”
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Arthur C. Clarke mapeia os próximos 95 anos
Transcrevo aqui pensamentos e previsões de um homem visionário que afetou, direta ou indiretamente, o modo como todos nós vivemos hoje, e o modo como forjei meu modo de sentir, pensar e ser, Sir Arthur C. Clarke.
“Máquinas não se importam de ficar vagando no espaço por milhares de anos. Assim, se tivermos visitantes do espaço, eles não virão em naves, mas serão naves.”
“Sei que é estranho, mas nunca me lembro de como escrevi alguma coisa. É um buraco em minha vida, uma lacuna em minha existência.”
SOBRE 2001:
“Meu livro favorito é o Canções da Terra distante. 2061 é muito melhor do que 2001. este, na verdade, não é um bom livro, pois foi escrito apenas para fazer um filme e não passa de um script glorificado.”
Stanley Kubrick sobre 2001: “Procurei criar uma experiência visual que evitasse a catalogação verbal e que penetrasse diretamente no subconsciente com um conteúdo emocional e filosófico.”
“Sempre me pareceu que a perfeita e artística ambigüidade é a melhor forma de expressão. Ninguém gosta que lhe digam nada. A ambigüidade é o produto final, quando se eliminam a superficialidade e as verdades evidentes.”
CLARKE MAPEIA OS PRÓXIMOS 95 ANOS
2010
– Apesar dos protestos a favor da privacidade, o monitoramento de toda a vida na Terra torna-se lei, criando uma espécie de Big Brother mundial que elimina todas as formas de violência.
– Um ano depois da eliminação de uma grande cidade do terceiro mundo, todas as bombas nucleares são eliminadas da Terra, por meio de um acordo internacional.
– Existência de um presidente para todo o planeta.
– A indústria automobilística sofre com a falta de petróleo e recebe um prazo de cinco anos para conseguir uma energia alternativa.
2030
– O ser humano recebe a confirmação de que não está sozinho no mundo, sendo confirmada a presença de vida inteligente em outros planetas.
– A inteligência artificial encontra-se em seu ápice, com a existência de duas formas de vida: uma biológica e outra artificial. Máquinas são capazes de se auto-replicar.
– Existência de uma moeda universal e comum a todos os países, inclusive os do terceiro mundo.
– Realidade virtual é corriqueira na vida dos seres humanos, que são capazes de experimentar todas as sensações humanas por meio de um capacete. É possível conhecer outros planetas e dimensões sem sair da Terra.
2070
– Desenvolvimento de tecnologia de transporte compatível com a velocidade da luz. Início da criação de naves com capacidade de fazer viagens interestelares.
– O trabalho da forma como era conhecido no século XX e início do século XXI não existe mais. As máquinas fazem todo o serviço braçal (seja na produção de bens, seja na execução de serviços), e o ser humano utiliza seu novo tempo livre de forma criativa. Nesse contexto, o processo de educar-se nunca termina, estendendo-se por toda a vida.
– A nanotecnologia é capaz de transformar qualquer coisa em diamante, e por isso o único bem realmente valioso é a INFORMAÇÃO. O conceito de moeda para compra e venda de produtos, bem como a poupança em moeda, para previdência e seguro, não existe mais.
2100
– Uma nova história se cria para os seres humanos com o fim do conceito AC/DC. A imortalidade humana é alcançada por meio da engenharia genética, que nesta época já codificou e dominou todos os códigos do genona humano. Fim do envelhecimento.
– Controle da superpopulação.
– A humanidade faz o primeiro contato pessoal com inteligência extraterrestre. Encontro de provas da existência de tecnologia alienígena muito mais avançada.
– Desenvolvimento de computadores centrais capazes de desempenhar funções complexas e tomar decisões, assim como o cérebro humano.
– A memória humana é armazenada em computadores e a reprodução por inseminação artificial é a mais comum.
Jung, a astrologia e a alquimia
“O físico C. F. von Weizäcker disse que ‘o homem tenta penetrar na verdade factual da natureza, contudo, em suas insondáveis profundezas, de súbito, como em um espelho, encontra a si mesmo.’
Jung se interessou pela alquimia e seu simbolismo, pois ela conduz à unidade da psique e da matéria, sendo ambas expressões diferentes de uma única realidade central. A alquimia partilha isso com a astrologia, pois os planetas espelham eventos externos, estados corpóreos e processos psíquicos.
Com efeito, os alquimistas calculavam o momento adequado para suas experiências segundo os ciclos planetários, acreditando que ‘para tudo há ocasião, para cada propósito sob o céu há um momento.’ Assim, há momentos favoráveis e desfavoráveis para lidar com a natureza ou para trabalhar com a psique, como sabem o astrólogo e o terapeuta.
Os alquimistas desejavam transformar a substância básica da natureza humana, a prima materia que, segundo a Igreja ensinava, era fixa e inalterável, para libertar seu potencial essencial e divino.
Do ponto de vista da Igreja, a única esperança do indivíduo consistia em reprimir ou transcender sua fera mentecapta, enquanto os alquimistas se preocupavam em confrontar e integrar os elementos sombrios
em nosso interior. Assim, Jung descobriu um paralelo com o trabalho de psicoterapia: a sessão terapêutica corresponderia ao cadinho alquímico, contendo as substâncias com que se iria trabalhar.
A imagem da contenção é muito importante, pois apresenta um caminho intermediário entre repressão e possessão, referindo-se à capacidade que a consciência tem de trazer alguma coisa a lume e de mantê-la ali pelo tempo necessário para sua transformação.
Se, como o cadinho alquímico, pudermos conter nossas paixões primitivas quando forem libertadas – ou seja, sem nos separarmos delas nem pô-las em prática – então, na linguagem alquímica, começaremos a formar ouro, uma força interior que pode lidar com a vida de modo mais criativo.”
(extraído de Imagens da psique, de Christine Valentine, Ed. Siciliano)
“Reconheçamos nossa própria ignorância.” (Stephen Arroyo citando Dr. Marvin Layman)
ARROYO: Chegamos aqui a dois pontos muito importantes que podem auxiliar o astrólogo praticante a manter-se concentrado e na disposição de espírito correta, com um pouco de humildade. Essas duas observações não podem ser consideradas superficiais e simples:
1. Há na mente de qualquer pessoa que procura um astrólogo, de forma consciente ou inconsciente, a crença de que, por trás das afirmações do astrólogo reside o poder do cosmos. Mesmo que estas pessoas sejam céticas na superfície (digamos, um cliente de capricórnio com 7 planetas em Virgem), elas não estariam ali se não tivessem, em algum lugar profundo do seu íntimo, o sentimento de que ‘aquilo que o astrólogo diz pode ser a verdade da minha vida. Talvez seja a verdade do cosmos.’
Assim, eis que surge a questão: quantos astrólogos dispõem das condições necessárias à interpretação do cosmos? É justamente isso que fazemos: interpretamos o cosmos. Interpretamos o estado do sistema solar como ele se reflete na vida do indivíduo. Trata-se de uma tarefa de caráter profundo. Mais uma vez, segundo penso, ela traz a cada pessoa um pouco de humildade e a percepção de que precisamos reconhecer nossos próprios limites. O segundo ponto mantém estreita relação com o primeiro.
2. Estamos lidando com algo sagrado quando aconselhamos outra pessoa com relação às suas necessidades, aos seus sentimentos e às suas aspirações de caráter mais profundo. Não lidamos simplesmente com um objeto a serviço da exaltação do nosso ego. Não lidamos com uma coisa que podemos tratar como argila e moldar da forma que nos aprouver. (O aconselhamento) constitui uma interação extremamente sagrada. Precisamos ter a consciência de que só podemos interpretar o cosmos e, por conseguinte, a vida da pessoa que temos diante de nós, até o limite do nosso grau mais elevado de consciência. Essa pessoa pode ter um nível de consciência e de aspirações mais elevado que o nosso. É preciso dar um espaço para a nossa própria ignorância! Por mais que se saiba, 90% dos clientes pode ter mais consciência que nós. É preciso deixar um espaço para isso. Reconheçamos nossa própria ignorância.
Por exemplo, um certo fator netuniano num determinado mapa pode ser um indício de auto-ilusão, mas também pode indicar uma tremenda dedicação espiritual ou um impressionante idealismo ou devoção. Pode também indicar essas duas espécies de coisas! Assim, é preciso dar espaço para a pessoa a que este fator se refere. Não podemos simplesmente proclamar: ‘Ah, isso indica auto-ilusão.’ Não sabemos necessariamente quais são as aspirações daquela pessoa no nível mais profundo. Assim sendo, como dizem na homeopatia: ‘antes de tudo, não provoque qualquer dano.’ Deixe que as pessoas sejam o que são.
(extraído de Astrologia, prática e profissão, de Stephen Arroyo, Ed. Pensamento. Arroyo cita dois tópicos de Interviewing and counseling techniques for astrologers, de Dr. Marvin Layman)
