Meu querido e saudoso mestre de ICHING WU JYH CHERNG

Meu querido e saudoso mestre de I CHING WU JYH CHERNG

Capítulo 36
TAO TE CHING, LAO TSE
Tradução e Interpretação de WU JYH CHERNG

Para querer iniciar o recolhimento
É necessário consolidar a expansão
Para querer iniciar o enfraquecimento
É necessário consolidar o fortalecimento
Para querer iniciar o abandono
É necessário consolidar o amparo
Para querer iniciar a subtração
É necessário consolidar o aumento
Isso se chama Breve Iluminação.

O suave e o fraco vencem o rígido e o forte
Os peixes não podem separar-se do lago
O reino que tem o instrumento afiado
Não pode colocá-lo à vista do homem.

Em inúmeros Capítulos do Tao Te Ching, Lao Tse fala que é melhor ser fraco do que ser forte, é melhor ser flexível do que ser rígido, é melhor recolher e interiorizar ao invés de exteriorizar e expandir, é melhor abandonar do que possuir.

Neste Capítulo, Ele volta a falar nestas questões, como um alerta. Ele deixa bem claro que aquele que precisa suavizar e enfraquecer, primeiramente precisa fortalecer. Aquele que pretende renunciar o abandonar, primeiramente precisa possuir o amparo. Aquele que pretende subtrair ou extrair, precisa primeiramente aumentar a si próprio. A tudo isso Ele chama de Breve Iluminação.

O que é Breve Iluminação?

É a Pequena Iluminação.

O que é Pequena Iluminação?

É saber, enxergar e chegar à Grande Conclusão através da pequena observação. É saber ver o universo maior através da pequena observação, do pequeno empreendimento.

Essa compreensão fala de uma capacidade de contemplação que é extremamente útil, principalmente para aquelas pessoas que ainda não alcançaram a Grande Iluminação – que é pura e simples sabedoria, em toda a parte.

Como ainda não possuímos a sabedoria de compreendermos todas as coisas, precisamos saber compreender relativamente todas as coisas através da compreensão das pequenas coisas.

Lao Tse nos fala em como podemos ver – através de pequenos gestos – se a pessoa com quem estamos nos relacionando está sendo honesta ou não, verdadeira ou não. Os pequenos gestos revelam o grande espírito. Se não conseguirmos enxergar o Grande Espírito, o espírito inteiro, a personalidade completa da pessoa, muitas vezes podemos detectar a característica geral através dos pequenos gestos., hábitos, vícios e costumes e a maneira de se comportar. Isso é uma pequena iluminação que a pessoa pode ter, uma pequena lucidez.

Lao Tse trabalha através da construção de frases opostas:

Para recolher, é preciso expandir
Para enfraquecer, é preciso fortalecer
Para iniciar o abandono, é preciso consolidar o amparo
Para iniciar a subtração, é preciso possibilitar o aumento.

Aparentemente, são frases simples, mas não são simples. À primeira vista, parece que entendemos… mas, pensando um pouco mais, deixamos de entendê-las.

Para querer iniciar o recolhimento
É necessário consolidar a expansão

O que é recolher?

Recolher é concentrar.

Antes de nos concentrarmos em alguma coisa, é necessário que primeiramente ampliemos nossa visão a fim de termos uma noção geral das coisas.

Existe um ditado chinês que diz que algumas pessoas vêem a árvore e não vêem a floresta. Outras, vêem a floresta e não vêem a árvore.

Lao Tse nos diz, de uma maneira construtiva, que, para podermos enxergar um mínimo de detalhe nas coisas, temos que ter a noção geral delas. Antes de nos especializarmos em algo, devemos ter a noção geral de todas as possíveis opções existentes – assim efetuaremos a escolha acertada. Dessa maneira, podemos ser mais sensatos e mais equilibrados em relação aos nossos atos e às nossas observações. Também desenvolvemos uma maior tolerância para com as pessoas e podemos perdoar as pequenas falhas.

Todo o trabalho do Taoísmo é sintético e pode ser interpretado de uma maneira construtiva porém não restritiva.

Numa visão mais estratégica sobre a mesma frase, entende-se que quando queremos recolher o poder de alguém, temos que dilatá-lo, inflamá-lo (o poder). Quando a pessoa é consumida pela dilatação, sua imagem fica desgastada. Esse desgaste faz com que a pessoa perca a força… Isso pode ser maquiavélico.

A síntese a que me referi antes, no Taoísmo, nos leva a saber como trabalhar as coisas, como saber usar um conhecimento de uma maneira construtiva em vez de usá-lo de uma maneira destrutiva.

No entanto, não se diz que o construtivo é bom e que o destrutivo é ruim. Se a construção é vida, a destruição é morte. Vida e morte fazem parte de um ciclo perfeito. Tudo o que tem vida, morrerá. Tudo o que morreu, já teve uma vida e provavelmente terá outra. A vida e a morte são complementares entre si. É preciso que haja a vida para que haja a morte. Precisa haver a morte, para haver a vida.

O importante é sabermos qual é o momento de construir e qual o momento de destruir. Qual é o momento de armar o de desarmar. Qual é o momento de se tornar herói e qual o momento de se entregar, de render-se ao destino.

Essa compreensão é que faz com que o estudo do Taoísmo se torne complexo.

Muitas vezes, perigosamente, as pessoas preferem ficar com a vida, ignorando a morte; preferem ficar com a construção, ignorando a destruição. Conseqüentemente, julgam a construção, a vida, a luz como algo bom e consideram a destruição, a morte, a obscuridade, a noite, como algo ruim.

Na verdade, não é bem assim porque um é o complemento do outro.

Para o Taoísmo, o bom está no equilíbrio dos dois. O bom é saber seguir a ordem do universo, a ordem natural do macrocosmo: saber ter o recolhimento no momento do recolhimento. Saber entrar em expansão no momento da expansão. Nascer no momento do nascimento. Morrer, ou seja, transformar no momento da morte. Dessa maneira, estaremos fluindo no curso natural das coisas. E teremos a naturalidade. E poderemos recuperar a infinitude do espírito, o mesmo espírito que peregrina na infinitude do universo, entrando e saindo de cada ciclo, naturalmente.

No Taoísmo se fala, portanto, tanto na vida quanto na morte, tanto na luz como na obscuridade – tudo com igual importância.

Um lugar com luz sem obscuridade seria estéril, com excesso de luz. Num lugar somente com sombra sem luz também não tem vida, não tem fotossíntese.

Na segunda frase, Ele diz:

Para querer iniciar o enfraquecimento
É necessário consolidar o fortalecimento

O que é enfraquecer?

É tornar algo mais brando, mais flexível, mais suave. Para tanto, é preciso primeiramente consolidar o fortalecimento. Sem força, não se pode enfraquecer. Só se pode tornar algo suave se isso já foi forte. A força deve ser consolidada para que seja enfraquecida.

No sentido da estratégia, se quisermos enfraquecer alguém, devemos primeiramente fazer com que essa pessoa se sinta forte. Se alguém se sente forte, abandona as defesas. Uma pessoa frágil é mais alerta e, sabendo de sua fragilidade, o perigo será derrubado. Uma pessoa com força, tem menos capacidade de auto-preservação e de proteção. A força torna a pessoa mais arrogante, mais ousada em sua conduta. E essa ousadia, esse risco, é parte de sua destruição, de seu enfraquecimento. Uma pessoa que se considere perfeita e capaz de tudo, perde sua força. Isso é o começo do declínio. Essa é a lei da natureza. O declínio do verão surge no auge do verão.

Maquiavelicamente falando, se quisermos derrubar uma pessoa forte, temos que oferecer-lhe mais força para torná-la ainda mais forte e assim, em seu auge de poder, o declínio terá seu início.

Existe um texto sobre estratégia de guerra que diz assim:
Você quer derrotar o seu inimigo – sendo você o mais forte – isso é uma atitude inferior.
Você quer derrotar um inimigo que é mais forte que você – isso é uma atitude superior.
Porém, a atitude mais superior de todas é a do próprio inimigo se derrotar – porque ele é mais forte do que você – e assim, é derrotado por si mesmo. esse é o mais alto nível.

Para querer iniciar o abandono
É necessário consolidar o amparo

Só podemos deixar algo, se o ampararmos. Só podemos deixar os filhos, o rebanho, prontos para o mundo se os ampararmos. Para se alcançar a liberdade de voar a vida, é necessário um preparo. Uma sociedade, para ser liberal, precisa ser absolutamente rígida, preparando um amparo social que permita às pessoas viverem livremente.

É interessante percebermos que um símbolo puro pode ser entendido tanto de uma maneira pura como de uma maneira maquiavélica.

Como o Taoísmo fala essencialmente sobre o Caminho da Consciência, devemos ter lucidez para sabermos que muitas vezes nossas atitudes podem ser vistas de uma forma ou de outra.

Essa maneira de o Taoísmo trabalhar – a estratégia da compreensão do mundo -, não é uma grande iluminação, é uma Breve Iluminação. Esse pequeno saber é valoroso enquanto não se alcança a Grande Iluminação.

Para querer iniciar a subtração
É necessário consolidar o aumento
Subtrair é tomar, é tirar.

No Taoísmo, existe o conceito da subtração: todas as coisas e todos os seres estão interligados, co-ligados. Todos ‘tiram’ energia uns dos outros.

Na teoria dos cinco elementos:
– O fogo vem depois da madeira: o fogo tira a energia da madeira e se torna fogo.
– A terra vem depois do fogo: a terra tira a energia do fogo e se torna terra.
– O mental vem depois da terra: o mental tira a energia da terra e se torna metal.
– A água vem do metal: a água tira a energia do metal e se torna água.

Assim se forma um grande ciclo. Isso é subtração. Todo o universo está ao mesmo tempo doando e retirando de si mesmo.

Ao falarmos, nossa energia vital sai através da palavra e com o ouvido, captamos a energia do falar de outrem.
Ao olharmos para alguém, essa energia sai de nós e entra na pessoa.

Assim se faz a integração de energias. Isto está em toda a parte, em todos os momentos.

No entanto, daquilo que se retira, também se dá. É preciso, então, aumentar a nossa capacidade de receber para podermos doar.

Na prática mística da Escola Konnun Taoísta fundada por Mestre LÜ, mostram-se técnicas de captação de energia para proporcionar o fortalecimento. Essa captação de energia é feita na natureza, com grandes árvores, com grandes rochas, através da meditação. Encontra-se nesses elementos muita força. Nas rochas, por exemplo, a energia está em suas veias. É como se fosse um ponto de energia que canaliza a força de toda a rocha.

No Planeta Terra existem pontos energéticos que na geomancia chinesa são chamados de Veias do Dragão.

Em regiões de pedras muito grandes, existem debaixo da terra outras pedras ainda maiores e tudo isso cria uma imensa corrente de força que é concentrada na pedra que se sobressai. Uma meditação nesses lugares pode doar à pessoa uma enorme energia da natureza: rejuvenescimento, aumento da consciência, aumento da força interior, expulsão de doenças.

No entanto, o próprio Mestre LÜ diz que como todas as coisas doam e subtraem, a troca de energia entre os seres pode acontecer em todos os níveis. E, na comparação das coisas, a pessoa pode ficar enfraquecida se realizar esse encontro meditativo com a natureza energética com freqüência demasiada e sem o devido preparo. Existe um processo de inspiração e de expiração também nas pedras e árvores. O aprendiz antes de entrar nesse tipo de meditação, tem que se fortalecer, tem que ter força suficiente para poder ter o controle da situação. Para ser forte, é preciso uma boa alimentação, respiração, meditação, concentração para fortalecer a mente, o corpo e a emoção. A partir daí, a pessoa precisa ter conhecimento da natureza, saber quando a natureza está expirando ou quando está inspirando.

Dentro do treinamento Taoísta – em todas as escolas -, existe um estágio mais avançado que é o Retiro na Floresta. Esse “retornar à natureza” é o arquétipo iniciático que qualquer linha mística ou tradição reverencia. Esse treinamento é fundamental – porque se retorna à raiz da vida i- para se seguir para outros níveis. O homem, em suas raízes primordiais, tem que viver de uma maneira essencialmente despojada.

O nome Konnun vem de uma montanha mitológica onde vivem os imortais. A montanha física com o mesmo nome está situada no sudoeste da China, na fronteira com o Tibet e o Nepal.

Mestre Lü nasceu no leste da China e desde criança foi selecionado pelo astrólogo imperial como uma criança inteligente e levada ao palácio para treinamento. Lá se tornou o astrólogo-astrônomo oficial do Palácio. Com a queda do império, ele abandonou o palácio e foi iniciado por um Mestre Konnum que lhe disse para ir à montanha e receber conhecimentos e segredos do patriarca ancestral que lá morava, num Abrigo Celestial. Alguns anos mais tarde, já pronto para esta tarefa, Mestre Lü tentou por três vezes ascender para a montanha espiritual. Nas duas primeiras vezes foi derrubado por forças opostas mas foi bem-sucedido na terceira tentativa.

Já na montanha espiritual Konnun, foi acompanhado por um velhinho que ele entendeu ser um colega do patriarca. Depois de muito andar, deparou-se com uma enorme e centenária árvore e um velhinho sentado em estado de êxtase, abraçado por um galho de árvore. Mestre Lü perguntou ao velhinho que o acompanhava:

Quem é ele?

Ele é o Patriarca e já está ali meditando há centenas de anos.

Mestre Lü reverenciou o Patriarca e recebeu inúmeros ensinamentos e segredos para trazer de volta ao mundo físico. Seus conhecimentos são inúmeros e dentre eles, o do rejuvenescimento através da captação de energia da natureza. Seu retrato aos noventa anos de idade não mostra qualquer ruga em seu rosto.

Em seguida, Ele diz:
O suave e o fraco vencem o rígido e o forte

Lao Tse quer dizer que a suavidade e a flexibilidade permitem a durabilidade das coisas. Durante a tempestade, são as grandes árvores aquelas que são arrancadas do chão enquanto o capim resiste à grande força.

O vazio, o espaço e a grandeza da água são fracos perante a rocha. No entanto, a rocha se quebra e a água, não. Assim, Ele quer dizer que a suavidade tem a capacidade de durar mais tempo.

Essa frase conclui o que Ele diz nos versos anteriores. Ele falou do recolhimento, do enfraquecimento, do abandono, da subtração, do processo de interiorização e de suavização.

A suavidade é melhor do que a força. Apenas a suavidade vinda da forma e não a suavidade como ausência da força. Saber ter força que se transforma em suavidade. E não ser suave porque não se tem força.

É o Yin abrangente que tem a transcendência do Yang e não o Yin como ausência do Yang.

A verdadeira suavidade é se fortalecer para poder ser suave. Suavidade não como ausência de força mas sim como transcendência de força.
Os peixes não podem separar-se do lago

Na linguagem da Alquimia, o peixe é a Consciência, e o lago, a água, é o Sopro, a energia vital. A Consciência só é viva quando está dentro da Energia Vital.

Se quisermos transcender, primeiramente temos que ter a vida. É preciso que o homem não se separe do seu Caminho, assim como o peixe não pode abandonar a água.

O reino que tem o instrumento afiado
Não pode colocá-lo à vista do homem.

Quem já segue o Caminho – que já possui a ferramenta de trabalho – precisa saber bem usar esta ferramenta. A ferramenta é o ‘instrumento afiado’. Uma faca muito afiada é cortante e tanto pode ser usada como um instrumento útil como pode ser uma arma para ferir outros ou até a própria pessoa. É preciso saber trabalhar com o instrumento.

Por isso, Ele diz que o instrumento afiado não pode ser colocado à vista do homem. Não pode ser exposto, não pode ser exteriorizado. Essa potencialidade deve ser guardada, reservada para que permaneça numa posição mais discreta. A exibição da ferramenta já pressupõe a possibilidade de ferir os outros.

Sob outro ângulo, essa frase significa que quem tem a arma afiada pode atiçar outras pessoas, ou seja, pode atrair a inveja e a cobiça, ataques desnecessários, pode provocar polêmicas, etc.

Dessa maneira, dentro do Taoísmo, os grandes mestres que realmente possuem os segredos da vida e da morte, são pessoas que vivem de uma maneira extremamente simples e discreta, sem chamar a atenção.

Existe um ditado chinês que diz: a meia garrafa de vinagre é melhor para a saúde do que uma garrafa cheia (de vinagre).

Por que não vinho ou água? Por que vinagre?

Porque o vinagre é azedo, por isso é vinagre. E meia garrafa só pode fazer menos mal do que uma inteira…

……………

TAO TE CHING

O LIVRO DO CAMINHO E DA VIRTUDE

Lao Tse, o Mestre do Tao

Tradução e Interpretação do Capítulo 36
do Tao Te Ching, de Lao Tse,
por WU JYH CHERNG

Transcrição e Síntese de Aula Gravada na Sociedade Taoísta do Brasil,
Rio de Janeiro, em 28 de março de 1995

Transcrição e Síntese de Janine Milward

A tradução dos Capítulos do Tao Te Ching foi realizada por Wu Jyh Cherng,
do chinês para o português,
e foi primeiramente publicada pela Editora Ursa Maior,
sendo hoje publicada pela Editora Mauad, São Paulo, Brasil

Nesta mesma Editora, encontra-se
a realização da publicação das interpretações de Wu Jyh Cherng
acerca os 81 Capítulos da obra máxima de Lao Tse, o Tao Te Ching

“A terra sem males. A morada de Deus.”

VIA Save the Amazonas
Portuguese – English

“Para os que chegavam, o mundo em que entravam era a arena dos seus ganhos, em ouro e glórias.

Para os índios que ali estavam, nus na praia, o mundo era um luxo de se viver.

Este foi o encontro fatal que ali se dera!

Ao longo das praias brasileiras de 1500, se defrontaram, pasmos de se verem uns aos outros tal qual eram, a selvageria e a civilização.

Suas concepções, não só diferentes mas opostas, do mundo, da vida, da morte, do amor, se chocaram cruamente.

Os navegantes, barbudos, hirsutos, fedentos, escalavradosdeferidas de escorbuto,olhavamo que parecia ser a inocência e a beleza encarnadas.

Os índios, esplêndidos de vigor e de beleza, viam, aindamais pasmos,aqueles seres que saíam do mar…”

Texto: Darcy Ribeiro
Foto: Fábio Colombini

……………………………………………………………………….

“For the that arrived, the world in that was entered the arena of their gains, in gold and glories.

To the Indians that there were , naked in beach the world was one of luxury if live.

This was the fatal encounter that there is wish!

When long of beaches Brazilian of 1500, if faced, amazed of if see each to other such which were the savagery and the civilization.

their conceptions, not only different but opposite the world the life of death of love, if shocked crudely.

The navigators, bearded, shaggy , fedentos, escalavrados of wounds of scurvy, looked the that seemed to be innocence and beauty the incarnate.

The Indians splendid of force and of beauty, saw, still more amazed, those beings that came out the ocean … “

Text: Darcy Ribeiro
Photo: Fabio Colombini