Sincronicidade, C.G.Jung


‎”Existe algo de indistintamente completo,
Anterior à origem do céu e da terra.
Quão silencioso! Quão vazio!
Independente e imutável,
Gira em círculos, desimpedido.
Podemos considerá-lo a mãe do mundo.
Não conheço o seu nome.
Eu o chamo de Tao [Wilhelm:sentido].
Havendo necessidade, eu o chamarei
de ‘O grande’ (cap.25).”

(Tao Te King de Lao-Tse, citado em Sincronicidade, de C.G. Jung, Editora Vozes, tradução de Pe. Dom Mateus Ramalho Rocha)

Susan Miller “O mundo não vai acabar em 2012”

” P: Astrologia e religião têm a ver? R: Astrologia não é religião nem uma substituta dela. Também não é adivinhação, não depende da sorte. Astrologia é o estudo de ciclos matemáticos que indicam áreas da vida que sofrerão expansão ou redução. É quase uma engenharia. Eu não sou capaz de prever como uma pessoa irá reagir sob determinada condição. Mas eu posso ver os vários ciclos operando nessa pessoa em um momento específico e indicar os melhores jeitos de agir. Quanto mais você estuda astrologia, mais percebe o enorme poder do indivíduo. Você não pode dizer: “Eu roubei o carro dele porque Saturno estava na minha terceira casa”. Isso é ridículo.”

Castro Alves – O Navio Negreiro, Tragédia no Mar (VI)

“Existe um povo que a bandeira empresta
Pr’a cobrir tanta infâmia e cobardia!…
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!…
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?!…
Silêncio!… Musa! chora, chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto…

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança…
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!…

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu na vaga,
Como um íris no pélago profundo!…
…Mas é infâmia de mais… Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo…
Andrada! Arranca este pendão dos ares!
Colombo! Fecha a porta de teus mares!”

“Vinte e um caminhos conduzem à cidadela alquímica…

“…mas apenas um, o caminho entusiástico do temor a Deus e da oração, permite o acesso a ela. Ele é o único caminho que traz o conhecimento da verdadeira matéria original. Os outros representam falsos conceitos de ‘argquimistas’ ímpios. As sete pedras angulares da fortaleza são as sete fases que conduzem à rocha central do lapis. Aqui está o trono do ‘nosso Mercúrio’, o dragão ‘que se desposa e fecunda a si próprio, que procria num dia e, com a sua peçonha, mata todas as criaturas vivas.’ ”

(Rosarium philosophorum, ed. J. Telle, Wenheim, 1992 – legenda para a ilustração Amphitheatrum sapientiae aeternae, 1602 – extraído do livro Alquimia e misticismo, de Alexander Roob, Ed. Taschen)

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