Ike: Countdown to D-Day, (Direção: Robert Harmon)…

…esclareceu muito sobre um personagem de um período fascinante da história. Alguns erros de pesquisa histórica não tiram a intensidade do filme. O general Dwight David Eisenhower, além da pressão hercúlea de ser o comandante supremo da invasão da Normandia, decisiva para o fim da 2a. Grande Guerra, teve que lidar com a megalomania de Patton, mantendo-o sob controle e à distância, no comando de um exército fictício, e com o cinismo irresponsável de um antigo colega, Henry Miller, também general. Viu-se obrigado a mandar de volta para casa aquele que fora seu colega de quarto em West Point. Não sem antes pedir ao General Walter “Besouro” Smith: “Tente fazê-lo voltar como major, pelo menos.” Ele teria que voltar para casa como coronel, rebaixado de posto.
Voltar como sargento seria mais do que ele merecia, depois de se embebedar e bradar, num restaurante entupido de oficiais, sobre a invasão, semanas antes da operação.
O Dia D teve menos baixas aliadas porque o mau tempo deu uma pequena trégua, de apenas algumas horas. Embora tenha previsto que o desembarque aliado ocorreria no litoral noroeste francês, Rommel foi enganado pelo mau tempo e, confiante com a possibilidade do adiamento da invasão, adiou o envio de várias tropas alemãs e voltou para casa, para a festa de aniversário da esposa.
Fica clara a confiança e lealdade incondicional de Churchill à Eisenhower: “Se tudo falhar, nós cairemos juntos!” Em meio a milhares de charutos, a força jupiteriana em ação, forjando a filosofia e o ideal.
Tudo isso, além das pérolas impagáveis de Churchill. No encontro entre os três grandes, Eisenhower, DeGaulle e Churchill, o último, ao se deparar com a frieza e arrogância do general francês, dispara: “Se os franceses deixassem a arrogância de lado, poderiam controlar o tempo para nós, e as marés!”
Tom Selleck, como Eisenhower, apagou para sempre a imagem de “Magnum P.I.”. Contido, sorumbático, brilhante.

“Não há glória verdadeira numa guerra.”

(Eisenhower, escrevendo para a esposa depois de saber os números aproximados das baixas aliadas)

Ike, countdown to D-Day

Flagrantes da vida real

“Hmmmm, snow falling slowly, that little Kreuzberg café back in Berlin 1989, the wall had just fallen down and that haunting song in the grey early morning of a new world…”
(comentário no YouTube)
A música?
http://grooveshark.com/#!/search/song?q=Tears+for+Fears+Woman+In+Chains

Astrologia, modo de usar – por Roberto Vendramini

ASTROLOGIA, Modo de Usar

“A Astrologia merece o reconhecimento da Psicologia, sem restrições, pois representa a soma de todo o conhecimento da antiguidade”.
(C.G.Jung – em O Segredo da Flor de Ouro)

É comum ouvir as pessoas afirmando que acreditam ou não em astrologia. Isso evidencia uma abordagem equivocada, pois não se trata de uma crença. O astrólogo ou estudioso pode prescindir da fé. Já o estudo sistemático, a intuição e a constante observação da realidade objetiva são requisitos essenciais. Embora milhares de anos de distorções tenham impregnado sua imagem de misticismo, a astrologia não deve ser associada a uma idéia esotérica, e muito menos a uma religião. Podemos fazer essa associação apenas se nos restringirmos ao significado da raiz da palavra religião: do latim, religare, quer dizer re-conectar. É essa a finalidade da existência: re-conectar com a essência.

A astrologia está mais próxima da psicologia e é nesse sentido que devemos entendê-la.

O mapa astrológico de uma pessoa representa o que poderíamos chamar de uma carta de intenções, e não um registro do que irá acontecer inevitavelmente. O mapa indica potenciais e tendências, não fatos objetivos. Claro que previsões gerais são possíveis quando se consideram as progressões e os trânsitos, mas não podemos esquecer que todos nós podemos exercer o livre-arbítrio. É equívoco comum atribuir aos astros a causa dos acontecimentos, sejam bons ou nefastos. O sol ou mercúrio, ou qualquer outro planeta, não é responsável pelo que nos ocorre em nossa jornada evolutiva. Eles apenas indicam relações e correspondências na dinâmica cósmica. De acordo com doutrinas orientais e ocidentais, a cada um de nós é reservado um padrão de existência particular e único, que prevê a perfeita realização de um estado potencial. No entanto, cabe a cada um descobrir qual é esse padrão e contribuir para sua realização efetiva. Talvez em dias futuros, como naqueles imaginados por Einstein, nos quais a ciência, a arte e a religião já tenham convergido para a mesma área do conhecimento humano, a astrologia possa ser entendida por todos como fonte inesgotável de estudo e poderosa ferramenta na busca do auto-conhecimento.

Um recurso prático e objetivo fornecido pela astrologia é a Revolução Solar, que colabora para que possamos alcançar a harmonia interior necessária para nosso completo desenvolvimento.

Todos os anos o Sol retorna ao ponto exato que estava no momento do nascimento de uma pessoa, gerando um mapa válido para ela por todo o ano que se inicia naquele momento. De acordo com as condições astrológicas, o mapa gerado pode ou não ser favorável. Os astrólogos em geral consideram o mapa do local de nascimento da pessoa. Devemos ao astrólogo Humberto Gentil, uma abordagem mais pragmática. A partir do final dos anos 80, ele pôs em prática as observações e pesquisas iniciadas ainda na adolescência e criou um novo método. Hoje, já existe base experimental para avaliar positivamente os resultados desse método que consiste em estudar a Revolução Solar para o local que a pessoa planeja passar o aniversário, e caso esse mapa não seja favorável, determinar um lugar no mundo que vá gerar o melhor mapa possível para o período. Estudo astrologia e convivo com astrólogos e estudiosos desde minha juventude lá se vão trinta anos. Conheço muitos casos positivos de clientes e amigos, e desde 1997, sempre no mês de agosto, pois sou leonino, tenho feito viagens pelo Brasil, América Central e Europa em busca do melhor lugar no mundo para estar naquele momento. Posso garantir que a coisa funciona. E antes que algum cético venha contrapor argumentos supostamente lógicos e razoáveis, exigindo bases científicas para o método, encerro citando o pensador Ken Wilber:

“Não há prova científica de que apenas a prova científica seja real”.

Bob Vendramini é estudioso de astrologia.

Yogananda: como abordar a astrologia

” – Mukunda, por que você não usa um bracelete astrológico?
– Deveria usá-lo, Mestre? Não creio em astrologia.
– (A astrologia) Não é questão de crença: a atitude científica que se deve adotar em qualquer assunto é a de saber se é verdade. A lei da gravidade funcionou tão eficientemente antes de Newton como depois dele. O cosmos seria positivamente um caos se suas leis só pudessem funcionar mediante a aprovação da crença humana. Os charlatães trouxeram a antiquíssima ciência estelar ao seu descrédito atual. Tanto matemática quanto filosoficamente, a astrologia é muito vasta para ser abarcada corretamente, salvo por homens de profundo entendimento. Se os ignorantes lêem erradamente o céu e ali enxergam rabiscos em vez de uma escrita, isto é de se esperar neste mundo imperfeito. Não se deve prescindir da sabedoria ao dispensar os pretensos sábios.”
(extraído de Autobiografia de um iogue, de Paramahansa Yogananda, Ed. Sextante)