“A felicidade é um fenômeno exclusivamente mental” (Paramahansa Yogananda)

“A busca da felicidade no lugar errado

Muitas vezes a chamada “felicidade” não passa de sofrimento disfarçado. A melhor maneira de assegurar a felicidade é não permitir que prazeres sensuais ou maus hábitos o controlem, mas refrear com firmeza uns e outros. Assim como não poderia matar a fome dando de comer a outra pessoa, não encontrará a felicidade satisfazendo as exigências constantes dos sentidos.
O excesso de luxo, longe de gerar felicidade, afasta-a da mente. Não desperdice a maior parte do tempo procurando coisas que o façam feliz. Sinta-se sempre satisfeito, tanto na luta pela prosperidade quanto depois de obtê-la. Você pode ser o rei da felicidade numa cabana ou viver torturado pela desgraça num palácio. A felicidade é um fenômeno exclusivamente mental. Primeiro, você deve implantá-la firmemente dentro de si e depois, com a infatigável resolução de ser sempre feliz, caminhar pelo mundo buscando saúde, prosperidade e sabedoria.
Má coisa é cultivar hábitos de luxo quando se tem apenas um pequeno ordenado. Não seria melhor viver com simplicidade e frugalidade, gozando da riqueza autêntica? Reserve o que ganhou honestamente, não o malbarate em jogatinas nem o perca tentando “enriquecer depressa”.
A felicidade pode ser obtida pelo exercício do autocontrole, pelo cultivo de modos simples de vida e pelos pensamentos elevados, gastando-se menos, mesmo quando se ganha mais. Esforce-se para ganhar mais a fim de ajudar os semelhantes a ajudarem-se a si mesmos.”
(extraído de Como ser feliz o tempo todo, de Paramahansa Yogananda, Ed. Pensamento)

Chun – dificuldade inicial – IChing, o livro das mutações – (Richard Wilhelm, Ed. Pensamento)

Seis na terceira posição significa:
Quem caça o veado sem o guarda-florestal
só poderá se perder na floresta.
O homem superior compreende os sinais do tempo
e prefere desistir.
Continuar traz humilhação.

Se um homem quer caçar sem guia numa floresta desconhecida, se perderá. Não se deve tentar escapar das dificuldades de maneira irrefletida e sem orientação. O destino não se deixa enganar. Um esforço prematuro, sem a necessária orientação, conduz ao fracasso e ao infortúnio. Assim, o homem superior, identificando as sementes do que está para acontecer, prefere renunciar a um desejo do que provocar o fracasso e o infortúnio, tentando consegui-lo pela força.

Pequenos milagres – Will Eisner

“Era uma vez, muito tempo atrás, numa época em que tios eram heróicos, primos eram espertos e milagres aconteciam em cada quarteirão…”

“Eu sou por aquelas forças humanas invisíveis, gentis e minúsculas que atuam de indivíduo para indivíduo, esgueirando-se através das frestas do mundo como pequeninas raízes, ou como filetes de água que, não importa quanto tempo leve, irão rachar os mais sólidos monumentos do orgulho humano.”

(Wiiliam James)

Assim é a primeira página de “Pequenos Milagres” de Will Eisner
(Devir Livraria, Coleção Will Eisner, DC Comics)

Os analectos – Confúcio

O Mestre disse: “Yu, você ouviu sobre as seis qualidades e os seis erros dos quais devemos nos resguardar?”
“Não.”
“Sente-se e eu vou dizê-lo. Amar a benevolência sem amar o aprendizado pode levar à tolice. Amar a esperteza sem amar o aprendizado pode levar ao desvio do caminho correto. Amar a coerência com as próprias palavras sem amar o aprendizado pode levar a um comportamento destrutivo. Amar a determinação sem amar o aprendizado pode levar à intolerância. Amar a coragem sem amar o aprendizado pode levar à insubordinação. Amar a força sem amar o aprendizado pode levar à indisciplina.”
(trecho de Os analectos – Confúcio – Ed. L&PM)

Quíron

“Quíron é um corpo celeste descoberto em 1977 e que foi, a princípio, classificado como um asteróide ou planetóide. Mas em meados de 1995, ao se aproximar do Sol, ganhou uma cabeleira de gás e poeira, o que indicava que era um cometa. Porém, como Quíron é um corpo celeste muito grande, 50 mil vezes maior que um asteróide comum ou cometa, continua em observação e ainda nao obteve da comunidade científica uma definição: Quíron continua carregando as duas classificações na IAU (Instituto de Astronomia Universal). Para a astrologia, Quíron vem ganhando cada vez mais reconhecimento por representar fortes símbolos e bandeiras da Nova Era, a Era de Aquário. Por ocupar a órbita entre Saturno, o último planeta visível do sistema solar, e Urano, o primeiro planeta dos domínios do inconsciente, Quíron simboliza a ponte entre esses dois mundos, o consciente e o inconsciente.
Saturno é o planeta que rege a construção da estrutura e da forma em nossas vidas terrenas e tem sua órbita ao redor dos planetas interiores, contendo-os. Os planetas interiores são os regentes de nossos padrões de comportamento pessoal. Mercúrio rege o modo pelo qual nossa mente funciona e é um indicador do quanto e como podemos ver a nós mesmos. Vênus rege nossa receptividade a tudo que existe. A Terra governa nossa integração com o eu e com o universo, representando nosso corpo físico. A Lua filtra as percepções que chegam à nossa consciência e rege nossas respostas emocionais e automáticas à experiência cotidiana. Marte rege nossa energia de ação para defender nossos pensamentos, sensações, crenças e afetos, tornando-nos mais individuais e solares. Júpiter nos transmite a fé na vida e a esperança de que podemos crescer e multiplicar. Saturno nos leva, por meio da experiência, a criar condições palpáveis e concretas para conter toda esta energia.”
(trecho do texto QUÍRON, publicado no Almanaque do Pensamento 2009 – Ed. Pensamento-Cultrix)