“Saturno está dignificado em Aquário, exaltado em Libra e encontra-se razoavelmente bem disposto em Gêmeos.
Seriedade, concentração e equilíbrio são qualidades tidas como atributos apropriados para a mente, e Saturno no elemento ar certamente oferece estas possibilidades.
A ‘mente científica’ – a despeito de sua perigosa inclinação para a intolerância e o preconceito – está atualmente em moda na nossa sociedade e é responsável pelos progressos tecnológicos mais importantes deste século.
Tendemos a dar grande ênfase à lógica e a olhar de través para a abordagem intuitiva ou mística da vida, pois os últimos duzentos anos de história demonstraram amplamente os perigos do caminho devocional. Esta é uma das qualidades mais extremas de Saturno no elemento ar, pois, quando é inconsciente, ele é uma personificação do intelecto objetivo e científico no seu aspecto mais separativo.
Estas qualidades, porém, não são realmente as qualidades do elemento ar; antes, são as qualidades que resultam quando não é permitido que o ar obtenha sua síntese e sua circulação natural para lá e para cá, entre mentes e entre pessoas. A grande dificuldade com Saturno no elemento ar é que ele poderá ser aceito neste tipo de disfarce estéril justamente porque este tipo de disfarce é considerado como o ápice da normalidade. Ele pode ser impedido de concluir sua tarefa de destruir e reconstruir os valores de uma determinada área da vida e as utilizações mais sutis do seu posicionamento no elemento ar talvez nunca possam ser expressadas.
Em vez disso, há a presença constante de um sentimento de solidão e isolamento, o medo aos elementos irracionais que o próprio indivíduo possui dentro de si mesmo e uma excelente capacidade de concentração e minuciosidade que oculta uma sensação de insuficiência intelectual ou um sentimento de isolamento social.
A forma básica da expressão de Saturno no homem inconsciente manifesta-se através da solidão, do medo e da frustração. Esta forma de expressão pode manifestar-se através de limitações da matéria, como acontece no caso do elemento terra, ou através do não-atendimento das necessidades de natureza sentimental, como acontece no caso do elemento água.
Quando colocado no elemento ar, Saturno se relaciona com o isolamento mental, e a pessoa que conta com a sua presença numa casa ou num signo aéreo precisa, muitas vezes, lutar contra a solidão porque acha difícil comunicar-se com os outros. Com frequência, seus pensamentos são de um tipo profundo e inquisitivo, pois seu isolamento a levará, amiúde, a questionar seus próprios valores.”
(extraído de Saturno, o Senhor do Karma, de Liz Greene, tradução de Maio Miranda, Ed. Pensamento, 1976)
Author: liliancmoraes
“O homem tem que controlar seus pensamentos antes de poder controlar a natureza.” (Paramahansa Yogananda)
6 de março de 1938
Os cataclismas que subitamente ocorrem no seio da natureza, provocando devastações e danos em massa, não são “obras de Deus”. Essas catástrofes resultam dos pensamentos e ações dos homens.
Onde quer que o equilibrio vibratório do mundo entre o bem e o mal seja perturbado por um acúmulo de vibrações nocivas, resultantes de pensamentos e procedimentos errôneos do homem, veremos destruições como as que experimentamos recentemente (1938)
O mundo continuará a ter guerras, calamidades naturais até que todos os povos corrijam seus erros de pensamento e de comportamento. As guerras ocorrem não por uma ação divina fatal, mas pela disseminação do egoismo natural. Elimine-se o egoismo- individual- industrial, politico, nacional e não haverá mais guerras.
Quando a materialidade predomina na consciência do homem, há uma emissão de raios negativos sutis, seu poder cumulativo perturba o equilíbrio elétrico da natureza, e então ocorrem terremotos, enchentes e outros desastres. Deus não é responsável por eles!
O homem tem que controlar seus pensamentos antes de poder controlar a natureza.
(do livro A ETERNA BUSCA DO HOMEM , de Paramahansa Yogananda, PAG. 304)
“O homem-kosmos, o homem-mundus, o homem-univérsico” (Huberto Rohden em Filosofia da Arte – A metafísica da verdade revelada na estética da beleza)
“Bom é o homem que está dolorosamente harmonizado com o Infinito.
Belo é o homem que está gozosamente harmonizado com o Infinito.
Entretanto, não nos esqueçamos, essa harmonia, tanto a dolorosa como a gozosa, supõe um estado consciente e livre; a natureza inconsciente, embora harmonizada com o Todo, não está nem dolorosa nem gozosamente harmonizada, porque se acha em estado neutro, de harmonia inconsciente.
Logo, não podemos incluir a natureza inconsciente na designação do bom e do belo.
Um ser consciente e livre está, pois, no plano do bom quando harmoniza conscienciosamente com o Todo, mas ainda com dificuldade e sacrifício. Esta dificuldade, esta sacrificialidade, têm algo de feio, por implicar um dever difícil, forçado, mantido com sofrimento. Tudo que envolve dificuldade, sofrimento, sacrifício, virtuosidade, dever compulsório, não é belo, embora possa ser bom.
O ser-belo é o esplendor do ser-bom. A beleza é a exultante leveza da bondade.
Quando Mahatma Gandhi disse que “a verdade é dura como diamante e delicada como flor de pessegueiro”, teve ele um momento de grandiosa visão da filosofia da arte; percebeu que o homem perfeito não é apenas bom, mas que ele é jubilosamente bom, isto é, belo.
O homem bom é dolorosamente austero.
O homem perfeito é sorridentemente austero, a dureza diamantina de sua verdade culminou na delicada leveza de uma flor de pessegueiro.
Há homens alegremente maus – os profanos.
Ha homens alegremente bons – os homens-perfeitos, os homens-cósmicos.
O homem profano, alegremente mau, não é talento nem gênio.
O homem virtuoso, tristonhamente bom, pode ser um talento, mas não é um gênio.
O homem cósmico, alegremente bom, é um gênio – é ele o homem belo, o homem puro, o homem-kosmos, o homem-mundus, o homem-univérsico.”
(extraído de Filosofia da Arte – A metafísica da verdade revelada na estética da beleza, de Huberto Rohden, ed. Martin Claret)
“Para o homem superior, é indiferente que a morte esteja próxima ou distante. Ele aprimora-se, aguarda sua sorte e assim consolida seu destino.” (I Ching)
“Sob a luz do sol poente
os homens ou batem no caldeirão e cantam,
ou suspiram em voz alta à aproximação da velhice.
Infortúnio.
Finda o dia. A luz do sol poente lembra o aspecto condicionado e transitório da vida. Nesta falta de liberdade exterior os homens com freqüência perdem também sua liberdade interior. A transitoriedade da existência ou os impele a uma euforia desenfreada, a fim de gozar a vida enquanto ela dura, ou se deixam levar pela tristeza e desperdiçam um tempo precioso lamentando a aproximação da velhice. Ambas as atitudes são erradas. Para o homem superior é indiferente que a morte esteja próxima ou distante. Ele aprimora-se, aguarda sua sorte e assim consolida seu destino.”
(Hexagrama 30, LI, Aderir (fogo), I Ching, O Livro das Mutações, tradução de Richard Wilhelm)
CH´IE MODÉSTIA
O Mestre disse: “A maior generosidade é a de um homem que não se vangloria de seus esforços e que não conta seus méritos como virtude”. Isso significa que, apesar de todos os seus méritos, ele se subordina aos outros. nobre por natureza, reverente em sua conduta, o homem modesto impõe o mais profundo respeito, e por isso ele é capaz de manter sua posição.”