Astrologia, modo de usar – por Roberto Vendramini

ASTROLOGIA, Modo de Usar

“A Astrologia merece o reconhecimento da Psicologia, sem restrições, pois representa a soma de todo o conhecimento da antiguidade”.
(C.G.Jung – em O Segredo da Flor de Ouro)

É comum ouvir as pessoas afirmando que acreditam ou não em astrologia. Isso evidencia uma abordagem equivocada, pois não se trata de uma crença. O astrólogo ou estudioso pode prescindir da fé. Já o estudo sistemático, a intuição e a constante observação da realidade objetiva são requisitos essenciais. Embora milhares de anos de distorções tenham impregnado sua imagem de misticismo, a astrologia não deve ser associada a uma idéia esotérica, e muito menos a uma religião. Podemos fazer essa associação apenas se nos restringirmos ao significado da raiz da palavra religião: do latim, religare, quer dizer re-conectar. É essa a finalidade da existência: re-conectar com a essência.

A astrologia está mais próxima da psicologia e é nesse sentido que devemos entendê-la.

O mapa astrológico de uma pessoa representa o que poderíamos chamar de uma carta de intenções, e não um registro do que irá acontecer inevitavelmente. O mapa indica potenciais e tendências, não fatos objetivos. Claro que previsões gerais são possíveis quando se consideram as progressões e os trânsitos, mas não podemos esquecer que todos nós podemos exercer o livre-arbítrio. É equívoco comum atribuir aos astros a causa dos acontecimentos, sejam bons ou nefastos. O sol ou mercúrio, ou qualquer outro planeta, não é responsável pelo que nos ocorre em nossa jornada evolutiva. Eles apenas indicam relações e correspondências na dinâmica cósmica. De acordo com doutrinas orientais e ocidentais, a cada um de nós é reservado um padrão de existência particular e único, que prevê a perfeita realização de um estado potencial. No entanto, cabe a cada um descobrir qual é esse padrão e contribuir para sua realização efetiva. Talvez em dias futuros, como naqueles imaginados por Einstein, nos quais a ciência, a arte e a religião já tenham convergido para a mesma área do conhecimento humano, a astrologia possa ser entendida por todos como fonte inesgotável de estudo e poderosa ferramenta na busca do auto-conhecimento.

Um recurso prático e objetivo fornecido pela astrologia é a Revolução Solar, que colabora para que possamos alcançar a harmonia interior necessária para nosso completo desenvolvimento.

Todos os anos o Sol retorna ao ponto exato que estava no momento do nascimento de uma pessoa, gerando um mapa válido para ela por todo o ano que se inicia naquele momento. De acordo com as condições astrológicas, o mapa gerado pode ou não ser favorável. Os astrólogos em geral consideram o mapa do local de nascimento da pessoa. Devemos ao astrólogo Humberto Gentil, uma abordagem mais pragmática. A partir do final dos anos 80, ele pôs em prática as observações e pesquisas iniciadas ainda na adolescência e criou um novo método. Hoje, já existe base experimental para avaliar positivamente os resultados desse método que consiste em estudar a Revolução Solar para o local que a pessoa planeja passar o aniversário, e caso esse mapa não seja favorável, determinar um lugar no mundo que vá gerar o melhor mapa possível para o período. Estudo astrologia e convivo com astrólogos e estudiosos desde minha juventude lá se vão trinta anos. Conheço muitos casos positivos de clientes e amigos, e desde 1997, sempre no mês de agosto, pois sou leonino, tenho feito viagens pelo Brasil, América Central e Europa em busca do melhor lugar no mundo para estar naquele momento. Posso garantir que a coisa funciona. E antes que algum cético venha contrapor argumentos supostamente lógicos e razoáveis, exigindo bases científicas para o método, encerro citando o pensador Ken Wilber:

“Não há prova científica de que apenas a prova científica seja real”.

Bob Vendramini é estudioso de astrologia.

Yogananda: como abordar a astrologia

” – Mukunda, por que você não usa um bracelete astrológico?
– Deveria usá-lo, Mestre? Não creio em astrologia.
– (A astrologia) Não é questão de crença: a atitude científica que se deve adotar em qualquer assunto é a de saber se é verdade. A lei da gravidade funcionou tão eficientemente antes de Newton como depois dele. O cosmos seria positivamente um caos se suas leis só pudessem funcionar mediante a aprovação da crença humana. Os charlatães trouxeram a antiquíssima ciência estelar ao seu descrédito atual. Tanto matemática quanto filosoficamente, a astrologia é muito vasta para ser abarcada corretamente, salvo por homens de profundo entendimento. Se os ignorantes lêem erradamente o céu e ali enxergam rabiscos em vez de uma escrita, isto é de se esperar neste mundo imperfeito. Não se deve prescindir da sabedoria ao dispensar os pretensos sábios.”
(extraído de Autobiografia de um iogue, de Paramahansa Yogananda, Ed. Sextante)

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Tirinha do André Dahmer do Malvados - http://www.malvados.com.br/
Tirinha do André Dahmer do Malvados - http://www.malvados.com.br/

“Mais cinemas, menos bingos” (blog do Inácio Araújo)

Deu no Twitter do fangelico:

http://inacio-a.blog.uol.com.br/arch2009-09-20_2009-09-26.html#2009_09-20_04_52_16-135949845-0

20/09/2009
Mais cinemas, menos bingos

No passado, as salas de cinema viraram igrejas evangélicas, estacionamentos e bingos.

Os três signficavam o oposto do cinema, do cinema que amamos, como expressão de liberdade e de crescimento espiritual.

De todos, o que mais me agredia era o bingo, pelo poder de corrupção, de sujeira, de contágio doentio que traz consigo.

O lobby da jogatina está tentando (e conseguindo) fazer com que os bingos voltem. Já passou com folga (entenda-se, deputados de situação e oposição unidos) numa comissão da Câmara.

É impressionante como coisas destrutivas (porém lucrativas) lutam para impor tudo que é indecente com argumentos mais indecentes ainda, que não convém nem repetir de tão imorais.

E outra: ninguém precisa das ultrajantes esmolas que eles propõem distribuir aqui e ali.