Manaus, AM – Um olhar superficial não dá a medida do estrago que uma hidrelétrica pode fazer. É preciso mirar até onde ela vai chegar e tudo o que sumirá sob a inundação que a barragem e seu lago provocarão. Por exemplo, as barragens interrompem o caminho de peixes migradores como os bagres, tão desprezados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Elas também inundam o ambiente onde vivem pássaros com habitats circunscritos: ilhas fluviais, pedrais e várzeas, ambientes condenados pelas barragens. Esse tipo de desaparecimento já é considerado por ornitólogos como uma ameaça às aves.

 
http://www.oeco.com.br/noticias/25955-passaros-sob-a-ameaca-das-hidreletricas

“Estamos morrendo. Que o mundo saiba. Façam alguma ação urgente. Não aguentamos mais. A saúde indígena nunca esteve tão pior”

“Estamos morrendo. Que o mundo saiba. Façam alguma ação urgente. Não aguentamos mais. A saúde indígena nunca esteve tão pior”

Inserido por: Administrador em 05/05/2012.

Fonte da notícia: Egon Heck/Cimi

http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=6242&action=read

“Saímos de casa há um mês e dois dias”, revelam algumas das lideranças dos seis povos indígenas do Acre, há uma semana em Brasília. Reuniram-se com vários órgãos públicos, elaboraram, protocolaram ou entregaram inúmeros documentos às autoridades. Expuseram a dramática situação porque passam a maioria das comunidades indígenas no Estado do Acre. Fizeram emergir do fundo da floresta ao coração do poder, o grito: “Estamos morrendo. Que o mundo saiba. Façam alguma ação urgente. Não aguentamos mais. A saúde indígena nunca esteve tão pior…”. Os 40 caciques, dos quais alguns viajaram por mais de duas semanas a pé, de canoa e ônibus, para chegar até Brasília, foram unânimes e enfáticos em seu clamor, no relato de suas dores, na exigência de providências imediatas. “Estamos aqui numa voz só. Viemos mostrar e falar a realidade, a verdade sobre o que se passa com nossas comunidades. Hoje expressamos nossas palavras até o mais profundo dos vossos corações para desabafar todos esses anos de dores, doenças, desespero, genocídio, perseguição, que já não pode mais ser silenciado…”, escreveram os Jaminawa em documento à presidente da República, parentes e autoridades. Das mais distantes aldeias dos povos indígenas do Acre a voz insurgente da gente primeira, denunciando o sistema de morte, dor, ameaças, abandono a que estão submetidas. Parece até um filme. A maioria das pessoas que por horas ouviram atentamente os caciques, ficam embasbacadas: “Nunca pensei que isso pudesse ser assim no Acre. As informações que tínhamos eram de uma beleza e tranquilidade paradisíaca”. Essa perplexidade de muitos membros dos órgãos públicos e entidades surgem como riscos no cartão postal propalado pelo Brasil e mundo afora por muitos anos. Durante uma semana os caciques e lideranças fizeram uma maratona de audiências, depoimentos contundentes, debates acalorados mas sempre respeitosos e conscientes, entrega de documentos e denúncias… Apesar do cansaço, da estranheza e dureza da salva de pedra do poder, em nenhum momento perderam a alegria, a esperança e a certeza de que essa é uma dura luta que está apenas começando. Vistosos cocares, corpos pintados, flechas e bordunas, armas da indignação, revolta e paz, os caciques deram visibilidade ao grito de vida e morte ecoado das aldeias mais distantes desse grande Brasil, em acres tempos.

MINISTRA ELIANA CALMON ALERTA SOBRE INFILTRAÇÃO DENTRO DO CNJ

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/05/05/querem-boicotar-a-eliana-calmon/

Conversa Afiada reproduz advertência do amigo navegante Bruno Machado:

Nobre PHA, boa !

Diante do mar de lama que vive parte do poder público, faz-se mister salientar a comenda recebida pela Dra. Eliana Calmon.

Agora mesmo é que o PIG vai cortar os pulsos…

Abc, Bruno

Ministra Eliana Calmon alerta sobre infiltração dentro do CNJ


Ao ser condecorada com a Medalha Tiradentes, defendeu Judiciário sem corporativismo


RIO – Após ser condecorada e receber a Medalha Tiradentes, maior homenagem da Assembleia Legislativa (Alerj), a ministra e corregedora da Comissão Nacional de Justiça, Eliana Calmon, fez um alerta aos parlamentares e pessoas ligadas ao judiciário que estavam presentes sobre a tentativa de infiltração de pessoas dentro da CNJ. A ministra defendeu um poder judiciário correto e sem corporativismo.


— Elites podres do país já querem fazer as infiltrações dentro do CNJ para minar a grande instituição que temos no Poder Judiciário. São setores diversos que tentam colocar representantes dentro da CNJ. É uma tentativa de fazer com que o CNJ tenha representantes dessa sociedade em fúria mas isso ainda não aconteceu — disse.


A homenagem à Ministra foi uma inciativa conjunta de 12 deputados, entres eles o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo e o deputado Paulo Ramos. Ao receber a medalha, Eliana Calmon ressaltou que estava recebendo a homenagem não por ser amiga de algum deputado mas pelo seu trabalho, reconhecido pelo judiciário e pela população.


— Não tenho amizade com ninguém que está aqui. A homenagem veio de pessoas que não conheço. Estou sendo homenageada pelos senhores que entenderam a importância do meu trabalho. Essa medalha será mais um elemento para lutar por um judiciário que eu acredito que seja um judiciário mais republicano que federativo — ressaltou.


Durante seu discurso a ministra ressaltou que combate o corporativismo dentro do judiciário. Para tal feito, segundo ela, contou com a mídia para fazer suas declarações e contar com o apoio da sociedade.


— Passei a dizer o que eu pensava do judiciário para a mídia porque era uma forma de barrar o corporativismo que estava nas entranhas do poder. Isso foi o suficiente para eu ter como aliada a sociedade brasileira .


Após receber a Medalha Tiradentes, ainda na Alerj, a corregedora da CNJ disse que a comissão está acompanhando o escândalo envolvendo as obras da construtora Delta. A ministra Eliana Calmon acrescentou , no entanto que por enquanto a CNJ apenas acompanha o caso.


— Não estamos apurando. Em razão das notícias ligadas ao fato nós começamos a tomar essas precauções para verificar a veracidade dos fatos através do laudos e a partir daí sim, verificar se há necessidade de investigar ou não. Mas a corregedoria já se posicionou — concluiu.