Paulo Freire é declarado o patrono da educação brasileira

Portal do MEC – Segunda-feira, 16 de abril de 2012 – 17:36

 

O educador e filósofo pernambucano Paulo Freire (1921-1997) passa a ser reconhecido como patrono da educação brasileira. É o que estabelece a Lei nº 12.612, do dia 13 último. Freire dedicou grande parte de sua vida à alfabetização e à educação da população pobre.

Oriundo de uma família de classe média, Freire conviveu com a pobreza e a fome na infância, durante a depressão de 1929. A experiência o ajudou a pensar nos pobres e o levou, mais tarde, a elaborar seu revolucionário método de ensino. Em 1943, chegou à Faculdade de Direito da Universidade de Recife, hoje Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Durante o curso, teve contato com conteúdos de filosofia da educação. Ao optar por lecionar língua portuguesa, deixou de lado a profissão de advogado. Em 1946, assumiu a direção do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social de Pernambuco, onde passou a trabalhar com pobres analfabetos.

Em 1961, como diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade de Recife, montou uma equipe para alfabetizar 300 cortadores de cana em 45 dias. As experiências bem-sucedidas com alfabetização foram reconhecidas em 1964 pelo governo de João Goulart, que aprovou a multiplicação das experiências no Plano Nacional de Alfabetização. No entanto, poucos meses após a implantação, o plano foi vetado pelos militares, que assumiram o governo. Freire foi preso e expulso do país. Em 16 anos de exílio, passou por Chile, Suíça, Estados Unidos e Inglaterra e difundiu sua metodologia de ensino em países africanos de colonização portuguesa, como Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Em sua obra mais conhecida, A Pedagogia do Oprimido, o educador propõe um novo modelo de ensino, com uma dinâmica menos vertical entre professores e alunos e a sociedade na qual se inserem. O livro foi traduzido em mais de 40 idiomas.

Visão — Para a diretora de currículos e educação integral do Ministério da Educação, Jaqueline Moll, o Brasil presta uma homenagem a Paulo Freire por sua obra pela educação brasileira. “Paulo Freire é a figura de maior destaque na educação brasileira contemporânea, pelo olhar novo que ele constrói sobre o processo educativo”, afirma. “Ele tem ajudado muitos países no mundo a repensar a visão vertical que temos nas salas de aula, de um professor que sabe tudo e do estudante que é uma tábula rasa e nada sabe.”

“Uma homenagem mais que justa”, comemora Leocádia Inês Schoeffen, secretária municipal de Educação de São Leopoldo (RS), cidade a 50 km de Porto Alegre. Todas as 35 escolas públicas do município já aderiram ao Programa Mais Educação, que amplia a jornada diária para o mínimo de sete horas. “O Mais Educação, do ponto de vista da educação popular, não é restrito ao ambiente escolar, mas articula-se com a comunidade. Assim, há afinidade grande desse programa com o que o Paulo Freire defendia, que é fazer a leitura do mundo e a inserção do educando no seu meio, capacitando-o para que seja agente do seu momento histórico”, diz.

Reconhecido internacionalmente, Paulo Freire recebeu inúmeros títulos e importantes premiações. No portal Domínio Público, do MEC, pode-se baixar gratuitamente o livro Paulo Freire, de Celso de Rui Beisiegel, uma coletânea de análises de seus textos mais importantes.

Lei nº 12.612, de 13 de abril de 2012 foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 16, Seção 1 página 1.

Diego Rocha – Portal do MEC

VIA Dagmar Vulpi – Parlamentares temem pela vida de Feu Rosa

BALANCÊ DA POLÍTICA CAPIXABA 26/04/201201 – Parlamentares temem pela vida de Feu Rosa

O relatório do TJES (Tribunal de Justiça do ES), assinado por Pedro Feu Rosa, baseado no inquérito 100120002314 da Polícia Federal, está circulando por alguns gabinetes de parlamentares capixabas e gerando temor pela vida do desembargador.

O documento aponta o envolvimento de dezenas de agentes públicos, o que levou no dia 19 de abril à prisão de 27 pessoas, estre elas o prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB).

Além do prefeito, foram presos seis secretários, quatro servidores municipais, doze empresários, três pessoas ligadas a empresas laranja e um soldado da Polícia Militar.

O grupo é acusado de fraudes em 21 contratos que chegam a R$ 55 milhões. A denúncia da PF liga o grupo ao ex-governador do ES, Paulo Hartung, a esquema de lavagem de dinheiro, compra de terrenos em Kennedy, e concessão de benefícios fiscais às empresas.

Entre elas a Ferrous Resources do Brasil S/A, ZMM Empreendimentos e Participações LTDA e BK Investimentos e Participações Ltda.

O inquérito aponta o envolvimento do ex-secretário de Fazenda do ES, José Teófilo de Oliveira, que “fez uma série de concessões a empresa Ferrous, e se tornou, encerrando o governo, sócio do ex-governador Paulo Hartung na consultoria Econos.

02 – Desembargador diz que é proibido por lei de comentar processos

O presidente do TJES, Pedro Valls Feu Rosa, não quis se manifestar em Brasília, a respeito do inquérito 100120002314, que resultou na “Operação Lee Oswald” e desarticulou uma quadrilha acusada de diversas fraudes no ES.

A denúncia levou a prisão 27 pessoas, entre elas o prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB). E envolvem também o governo Paulo Hartung, citado diversas vezes no documento do presidente do TJES.

“Sou proibido por lei de comentar sobre qualquer processo que esteja em meu poder, se eu comentar não poderei julgá-lo lá na frente. O processo é publico, todas as decisões são públicas, estão abertas a consulta popular, só não posso comentá-lo, o processo é absolutamente público”, disse Feu Rosa.

Ele estava em Brasília por ocasião de homenagem prestada a seu pai, ex-deputado e desembargador, Antonio José Miguel Feu Rosa, que passou a emprestar o nome ao plenário 8 da Câmara dos Deputados.

No documento o desembargador cita como principais áreas de atuação da quadrilha 15 municípios, Presidente Kennedy, Cariacica, Vila Velha, Serra, Viana, Guarapari, Aracruz, Fundão, Linhares, Sooretama, Anchieta, Apiacá, Montanha, Mantenópolis e Santa Leopoldina.

De acordo com o relatório do TJES (página 139), o delegado da PF responsável pelo caso fala da atuação do grupo em esquema de compra de terrenos em Presidente Kennedy.

VERGONHOSO! NÃO VOTE NELES!

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Antonio Carlos Magalhães Neto ,Claudio Cajado, Fábio Souto (DEM), Felix Mendonça Júnior, Marcos Medrado,Oziel Oliveira (PDT), Arthur Oliveira Maia, Lucio Vieira Lima (PMDB), Luiz Argôlo, Mário Negromonte,Roberto Britto (PP), João Carlos Bacelar, Maurício Trindade(PR), Jânio Natal (PRP), Jânio Natal, Fernando Torres, José Carlos Araújo, José Nunes, Paulo Magalhães, Sérgio Brito(PSD), Antonio Brito (PTB).