Mais de um terço dos homens da República Democrática do Congo já estuprou

Mais de um terço dos homens da República Democrática do Congo já estuprou

Maioria dos congoleses entrevistados do sexo masculino diz ter direito a fazer sexo com companheira
 

Mais de um em cada três homens entrevistados por um grupo de pesquisadores na República Democrática do Congo admitiriam já ter cometido agressão sexual e pelo menos três em cada quatro disseram acreditar que as mulheres “que não se vestem adequadamente estão pedindo para ser estupradas”. 

Esses dados, assim como as histórias de mais de 1,4 mil congoleses, compõem uma pesquisa desenvolvida em parceria pela rede sul-africana Sonke Gender Justice e pela organização brasileira Promundo sobre as relações de gênero no país africano, considerado pelas Nações Unidas como “a capital mundial do estupro”. 


Porcentagem de homens que concordaram com as afirmações

A partir de entrevistas com homens e mulheres, o estudo descobriu que o abuso sexual no país deixou de ser apenas um instrumento utilizado na guerra (1998 – 2003) para ser incorporado no dia a dia dos congoleses. A violação, que atinge pessoas dos dois sexos, ocorre na infância, na adolescência e na fase adulta e em diferentes espaços de sociabilidade, abarcando outras formas de violência que não apenas o estupro. 

 

 

 

Professores, pais, familiares, colegas e comerciantes são alguns dos exemplos que aparecem como protagonistas da violência sexual que atinge, em sua maioria, as mulheres.  

“O meu marido precisa de sexo. Ele não consegue dormir e então, ele usa muitas drogas e álcool. É muito duro para mim quando ele me faz trabalhar (fazer sexo) toda a noite”, contou a esposa de um soldado. Outra mulher compartilha do mesmo problema em sua relação conjugal: “Quando meu marido não está feliz e bebe muito, ele pode ser muito violento ao fazer sexo. Ele está me batendo muito”. 

Reprodução

Casal de congoleses que participou da pesquisa sobre a violência entre gênero e as consequências da guerra

A grande maioria dos homens afirmou que possui “o direito” de fazer sexo com sua parceira mesmo se ela recusar, de modo que forçá-la a transar não configura estupro. Apenas 12% desses entrevistados admitiram ter obrigado sua namorada ou esposa a ter relações sexuais, enquanto mais da metade das mulheres contaram ter sido expostas a violência sexual. Aproximadamente dois terços dos congoleses concordaram com a declaração: “as mulheres devem aceitar a violência de seu parceiro para manter sua família unida”. 

Cerca de 60% dos entrevistados afirmaram que as mulheres “merecem apanhar em algumas ocasiões”; 43% pensam que “se uma mulher não mostra resistência física quando é forçada a fazer sexo, não é estupro”; 28% acreditam que as mulheres, por vezes, querem ser estupradas e 25% disseram que elas podem gostar do estupro. 

Um em cada três dos homens entrevistados também endossou a visão de que “a mulher é estuprada porque provocou com sua atitude”. “Quando uma garota está pedindo por água daquela maneira, ela quer sexo”, disse um comerciante se referindo a uma cliente de 18 anos que queria comprar água. “Então, eu a levei para o meio da loja. Eu acho que ela gostou porque o corpo dela me deixou penetrar”, acrescentou ele, explicando o estupro.

A pesquisa pode não parecer novidade uma vez que o alto índice de ocorrência de estupro na Republica Democrática do Congo já é mundialmente conhecido. A ONU estima que, desde 1998, pelo menos 500 mil mulheres foram violentadas no país. “O mundo inteiro sabe que existe muita violência sexual aqui, nós queremos saber as razões”, disse Henny Slegh, um dos coordenadores do estudo.

Com entrevistas em profundidade e discussões em grupos focais, os pesquisadores tentaram compreender as opiniões por trás da violência sexual e estabelecer as explicações para a alta incidência. De acordo com o relatório, a guerra e as suas consequências bem como a convivência familiar e comunitária configuram possíveis causas. 

Muitos dos entrevistados assistiram por toda a sua juventude sua mãe apanhar de seu pai, foram estuprados em suas escolas por professores e colegas como também dentro de suas casas por familiares e até mesmo, nas igrejas. A pesquisa também afirma que a presença da violência como punição no crescimento dos congoleses está vinculada ao abuso sexual.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/25207/mais+de+um+terco+dos+homens+da+republica+democratica+do+congo+ja+estuprou.shtml

Worried About Fluoride Exposure? Protect Yourself with Selenium. Natural Society

Worried About Fluoride Exposure? Protect Yourself with Selenium. Natural Society

Having too much fluoride in the body can lead to a number of serious health conditions including reduced IQ, hastened development of cancer, and enhanced oxidative stress. Recent research indicates that the trace mineral selenium may be effective in minimizing the toxic effects of fluoride and even ushering it out of

 the body while improving the body’s defenses against free radicals.

Both groundwater contamination and air pollution have are responsible for over 200 million people across 25 different countries having life threatening levels of chronic fluorosis. One recently released study demonstrated that people residing in areas where there was high fluoride had marked suppression of three critical endogenous antioxidants: catalase, superoxide dismutase and glutathione peroxidase in comparison to residents residing in areas with lower fluoride counts. With the relationship between oxidative stress and the development of cancer being well-known, and since too much fluoride reduces the body’s ability to withstand oxidative stress, it may also contribute to the development of cancer.

Another finding was made by the same Chinese researchers who discovered the link between high fluoride levels and cancer. Residents living in areas where there was high fluoridation who also had high levels of the trace mineral selenium have normal or even elevated levels of the three key endogenous antioxidants.

But the researchers found that those with high selenium levels had normal levels of the key antioxidants. Other research also indicates that selenium protects against fluoride toxicity in lab animals.Various studies show that selenium has halted damage to the liver, kidneys, heart and also protected against mental deterioration, all caused by excess fluoride in the body. One study even indicated that selenium increased the rate of fluoride elimination.

The bottom line? Selenium could be a valuable tool against fluoride toxicity. People living in areas where fluoride levels are high may want to consider selenium supplementation. The RDA for selenium is 55 mg daily for adults, however, many natural health professionals recommend a protective dose of 100 to 200 mg. This dosage is still well below the National Institute of Health’s upper tolerable limit of 400mg. Selenium is found naturally occurring in many foods including fish, meat, whole grain products and nuts. It is best to avoid taking selenium with high dose vitamin C or zinc as they may block absorption.

Read more: http://naturalsociety.com/worried-about-fluoride-exposure-protect-yourself-selenium/#ixzz2EHW4XOlB

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3 hours ago 

 

 

Indústria de Biocombustíveis Extermina Povo Guaraní Kaiowá no Brasil

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POR LUIS MIRANDA | THE REAL AGENDA | OUTUBRO 21, 2012
De quantas maneiras você pode descrever o assassinato, a corrupção, o crime, a conivência, a cumplicidade para cometer assassinato, o banditismo, a injustiça? Foi muito difícil colocar m tíulo neste artigo porque uma ou duas linhas não podem descrever a vergon

ha que senti — embora não sou brasileiro — ao ver o que o governo brasileiro está fazendo com o seu povo. Enquanto você lê este artigo, a tribo Guarani Kaiowá está sendo deslocada de sua terra ilegalmente pela Brigada Militar e grupos de bandidos contratados por influentes proprietários de terra no estado de Mato Grosso do Sul.
Embora o príncipe da “justiça social”, Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu ao povo brasileiro que ele chegou ao poder para ajudar os mais necessitados, foi o próprio Lula quem entregou a soberania do país, permitindo que as corporações multinacionais — como as da Cana de Açúcar — tomaram grandes extensões de terra em todo o país, em um esforço para tornar o Brasil em um país escravo da monocultura da cana.
Em 2007, Lula da Silva assinou um acordo com George W. Bush para impulsionar a produção de biocombustíveis no Brasil. Naquele dia, Lula deixou muito claro para quem ele realmente trabalha. “Este acordo pode ser um novo ponto de partida para a indústria automobilística no Brasil e no mundo. É um novo começo para a indústria de combustíveis em todo o mundo. Eu diria mesmo que este acordo representa uma nova era para a humanidade.”
Antes e depois da assinatura do acordo, todos os meios de comunicação começaram uma campanha consciente para vender a idéia ao público que os biocombustíveis seriam o caminho a percorrer para acelerar o desenvolvimento do pais. Atuando como prostitutas intelectuais ignorantes, figuras públicas apareceram na televisão brasileira e anúncios do governo pregando ao povo a grandeza do etanol.
Programas esportivos e de entretenimento foram usados para amarrar uma fita verde em torno dos olhos dos brasileiros. Analfabetos intelectuais como Gugu Liberato e Luciano Huck, entre outros, usaram suas imagens e programas de TV para mentir dizendo que a indústria de biocombustíveis poderia trazer montanhas de dinheiro para todos. Mas as coisas não ocorreram como eles disseram.
O único destaque do nascimento da indústria de biocombustíveis no Brasil foi o deslocamento imediato de cerca de 40.000 indígenas Guarani Kaiowá, etnia que agora vive em um território de apenas 1% do que era a sua terra. O deslocamento dos Guaraní Kaiowá ameaça seu modo de vida. Os Guarani não podem mais plantar seu próprio alimento, pescar ou caçar para viver.
No melhor dos casos, os Guarani são expulsos de suas terras no Mato Grosso do Sul pela Brigada Militar, sempre que um tribunal considera que eles têm que deixar a terra onde eles e seus ancestrais viveram ao longo do tempo. No pior dos casos, bandidos fortemente armados atiram contra suas casas, em uma tentativa de matar os líderes da tribo, para que o resto dos Guaraní Kaiowá parem de se opor a sua expulsão. Hoje, os índios vivem em uma pequena área ao sul do estado de Mato Grosso do Sul, onde as plantações de cana de açúcar são erguidas em torno de suas pequenas aldeias.
O lado escuro da chamada Revolução Verde, que tem o Brasil como o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar, tem muito pouco de verde. Além de causar o deslocamento ilegal dos Guarani Kaiowá, a plantação de açúcar coloca em risco a vida de muitas espécies de plantas e animais cujo habitat está sendo poluído a cada dia por esgoto, poluição e resíduos gerados pela plantação, colheita e queima de cana de açúcar. Além disso, os Guarani Kaiowá passaram de proprietários de terras a se tornarem escravos. Dada a sua incapacidade de ter terra suficiente para desenvolver seu modo de subsistência, os Kaiowá são agora escravos das mesmas corporações que exploram suas terras para produzir etanol.
O Guarani tem que viajar por horas para chegar à plantação onde agora trabalha no sol quente, só para receber salários miseráveis que não são suficientes para sobreviver. Em uma tentativa de aliviar a escassez de alimentos, o governo brasileiro está agora oferecendo sacos de grãos básicos para que os Guarani Kaiowá possam se alimentar.
Mas a quantidade de comida entregue não é suficiente. De fato, várias crianças morreram de desnutrição nos últimos anos devido à falta de alimentos. Além de roubar sua terra, as empresas usam mão de obra infantil Guarani, o que é ilegal no Brasil. Empresas fornecem as crianças, que são tão jovens quanto 14 anos, identidades falsas para poder emprega-los.
A ocupação de terras brasileiras por empresas multinacionais não é uma realidade nova. Elas começaram a chegar ao Brasil depois que o governo ofereceu incentivos fiscais e todas as facilidades disponíveis para “investir” no país sul-americano. No Nordeste, indivíduos poderosos e corporações multinacionais adquiriram grandes extensões de terra para o cultivo de milho, soja e trigo transgênicos.
Hoje, 76 por cento da soja produzida e consumida no Brasil é geneticamente modificada. Parte dessa soja é exportada para a União Europeia, mas muito do que é plantado também é usado para o consumo local. Conforme relatado em várias ocasiões, a poluição a partir de organismos geneticamente modificados, devido ao consumo ou a poluição do ar e do solo aumentou exponencialmente a incidência de doenças nas populações.
No caso dos Guarani Kaiowá, eles também sofrem com a poluição causada pela plantação maciça e colheita de cana-de-açúcar. Sua terra, os rios e o ar são contaminados por esta atividade que utiliza grandes quantidades de água de rios e poços que pertenceram aos Guarani Kaiowá. Em Mato Grosso do Sul, a antiga tribo é o inimigo público número um. Mesmo os tribunais superiores decidiram contra o seu direito de viver onde sempre viveram. O Ministério Público do Estado demanda muitas vezes aos proprietários de fábricas de grande porte por causa de seu uso de trabalho infantil e escravo. Mas, ao mesmo tempo, a polícia, sob ordens das autoridades desloca aos índios de suas terras.
Com policiais armados deslocando-os de suas terras e bandidos fortemente armados matando os líderes da tribo e disparando contra mulheres e crianças, alguns Guarani Kaiowá pediram para ser sacrificados para que seus corpos fossem enterrados ao lado de seus pais e familiares.
Em uma carta ao Governo, os Guarani Kaiowá imploraram por misericórdia e condenaram a violência com que são tratados por autoridades e bandidos armados. “… É claro para nós que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta a violência contra nossas vidas, ignorando os nossos direitos para sobreviver no rio e em torno de nosso território tradicional Pyelito Kue / Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão do Tribunal Federal de Navaraí-MS é parte da história da ação de genocídio e extermínio dos povos indígenas, nativos de Mato Grosso do Sul, ou seja, a ação em si da Justiça Federal extermina nossas vidas “.
De acordo com os Guarani Kaiowá, o Tribunal Federal de Mato Grosso do Sul está alimentando a violência contra a tribo. “Nós avaliamos a situação e concluímos que todos vamos morrer logo”, diz a carta . “Nós aqui no acampamento a 50 metros da margem do rio, onde houveram já quatro mortes, duas por suicídio e duas devido ao espancamento e tortura de bandidos”. Antes de terminar a carta, os Kaiowá deixaram claro que a única maneira de sobreviver é ser deixados em paz em sua terra natal, onde eles possam continuar suas vidas com dignidade e paz. Caso contrário, segundo eles, o estado de Mato Grosso do Sul, simplesmente deve declarar formalmente o seu desaparecimento e extinção.
“A indústria do etanol e a indústria de cana-de-açúcar são os dois setores mais influentes. Estamos passando por uma revolução “, diz Geraldine Kutis, consultora internacional da UNICA, a maior associação de produtores de açúcar, que opera em conjunto com a indústria do etanol no Brasil. Como em muitos outros casos, a indústria do etanol é gerenciada de São Paulo, a capital comercial do país.
Conforme explicado pela Sra. Kutis, o objetivo é estender o o alcance dos combustíveis verdes no mundo todo. Esse é o motivo pelo que já tem um escritório em São Paulo e em Bruxelas, e pretendem abrir um novo em Pequim, na China. A associação também tem um quarto escritório em Washington, DC, de onde defendem e impulsam a indústria do etanol.
O governo brasileiro tem promovido e adotado políticas que estimulam a produção de cana-de-açúcar e etanol, dando incentivos para grandes corporações e grupos de poder que investem no plantio e produção. Brasil tornou-se um destino atraente para os investidores estrangeiros que querem fugir do mercado de ações e especulação financeira, de modo que a produção de etanol e de outras commodities está subindo como nunca antes.
“O céu é o limite”, diz Kutis. Mas a que preço? Ambientalistas brasileiros já culpam a produção e processamento da cana-de-açúcarpela contaminação de recursos de ar e água em todo o país. De acordo com Jerónimo Porto, líder da União no Estado de Mato Grosso do Sul, as pessoas que vivem da terra estão simplesmente imersas em um coquetel de pesticidas e herbicidas.
“O nosso ar, nosso ambiente aqui é muito poluído”, afirmou Porto, quem diz que a chegada de novas empresas que abrem novas usinas e a expansão das plantações de cana-de-açúcar estão comprometendo a saúde e o bem-estar das pessoas. “É terrível quando o fluxo de esgoto chega no rio. O esgoto polui o rio, matando peixes e causando um verdadeiro desastre ecológico “, insiste Porto.
“O rio é o sangue da Terra, assim como nos temos sangue em nossas veias. Sem sangue, não podemos sobreviver. Simplesmente não há maneira de sobreviver sem o rio e a floresta “, diz um líder Guarani Kaiowá. Mas a água não é o único sangue que flui nas terras do Mato Grosso do Sul, porque mercenários armados contratados por interesses privados impiedosamente atiram contra os Guaraní Kaiowá para tentar matar seus lideres.
Alguns dos líderes foram mortos, enquanto as mulheres e crianças são freqüentemente lesados pelos tiros. Em um caso, uma bala entrou nas costas de uma mulher e saiu de seu peito, como resultado de um milagre, disse Roberto Martins, um líder tribal. “Dois homens armados se aproximaram de nós com armas poderosas”, disse ele. “Eles poderiam ter matado todos nós.”
A maior parte das terras Guarani estão localizadas na parte sul do estado de Mato Grosso do Sul, e é aí que as novas plantações de cana estão aparecendo. “Isso significa que vamos todos ser cercados por imensos campos de cana-de-açúcar, e isso vai tornar mais difícil para o povo Guarani poder plantar o que comer”, diz Antonio Brandt, professor da Univerdidade de Mato Grosso do Sul.
A incapacidade para plantar suas terras com os alimentos que precisam para sobreviver, fez com que os Guarani Kaiowá sejam quase totalmente dependentes do governo para sobreviver. Cerca de 90 por cento deles já recebem alimentos enviados pelo governo, mas este apoio não é suficiente.
“Sem terra, o índio não pode viver”, diz Carlito de Oliveira, outro líder tribal. “Estas cestas de alimentos não vão continuar vindo sempre. Se não podemos plantar aquilo que comemos, será muito difícil sobreviver. “
Para mais informações sobre a situação dos Guarani Kaiowá, veja o documentário The Dark Side of Green .

Kepler’s astronomy, 1609

Kepler’s astronomy, 1609

Johannes Kepler’s book, outlining his theories of planetary motion, made the radical claim that the planets move in ellipses, not perfect circles. Kepler’s work provided significant support for the Copernican theory of a Sun-centred universe.

Kepler’s theories were based on data collected by astronomer Tycho Brahe. He had to make thousands of calculations to work out the peculiarities of Mars’s orbit, describing the experience as ‘my war with Mars.’